sábado, 12 de janeiro de 2008

Antônio Frederico de Castro Alves


Poeta e dramaturgo, nasce na Fazenda Cabaceiras, em Muritiba, Bahia, e faz seus primeiros estudos no município vizinho, Cachoeira. Em 1854, instala-se em Salvador, onde freqüenta o Colégio Sebrão e o Ginásio Baiano, este fundado e dirigido pelo educador Abílio César Borges (1824 - 1891), mais tarde caricaturado como Aristarco Argolo de Ramos no romance O Ateneu (1888), de Raul Pompéia (1863 - 1895). Castro Alves, parte com o irmão José Antônio para estudar na Faculdade de Direito do Recife, em 1862, mas, reprovado, mergulha na vida cultural da cidade, conquistando fama de poeta inspirado. Nesse período conhece a atriz portuguesa Eugênia Câmara (1837 - 1879) e aparecem os primeiros sintomas da tuberculose. Em 1864, consegue matricular-se no curso de direito, mas, abalado pelo suicídio do irmão José Antônio, volta para a Bahia. Retorna para Recife em março de 1865, em companhia do poeta Fagundes Varela (1841 - 1875). Funda com o publicista Rui Barbosa (1849 - 1923) e outros colegas uma sociedade abolicionista, em 1866, . Passa a viver com Eugênia Câmara e tem inicia uma fase de intensa produção literária. Envolve-se com a abolição da escravatura e com a causa da república e finaliza o drama Gonzaga ou a Revolução de Minas, representado no Teatro São João, em Salvador, com enorme sucesso. Em 1868, parte com Eugênia para o Rio de Janeiro, onde, recomendado pelo romancista José de Alencar (1829 - 1877), é recebido pelo escritor Machado de Assis (1839 - 1908). No ano seguinte, muda-se para São Paulo, matricula-se no 3º ano de direito na Faculdade do Largo de São Francisco e realiza a primeira apresentação pública de Tragédia no Mar, que mais tarde ganha o nome de O Navio Negreiro. Nesse ano, desfaz sua ligação com Eugênia e fere o pé com um tiro durante uma caçada na fazenda do pai em Caetité, Bahia. Viaja então para o Rio de Janeiro para se tratar e em junho de 1869 tem o pé amputado. Decide retornar a Salvador e passa a viver na fazenda Curralinho para cuidar da tuberculose. Morre em 1871, no solar da família em Salvador. Castro Alves pode ser filiado ao romantismo tardio, com influência de poetas franceses como Victor Hugo (1802 - 1885), Alfred de Musset (1810 - 1857), Alphonse de Lamartine (1790 - 1869) e do inglês Lord Byron (1788 - 1824). Surge em um momento de grande efervescência política e faz uma poesia para ser declamada em teatros, tribunas e praças. É também o poeta do amor e da morte e sua representação da mulher é sensual, diferente da figura feminina idealizada dos seus contemporâneos.

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